Tenho lido muito sobre a vida dos outros ultimamente. Pessoas que possuem essa sensibilidade exacerbada em relação ao mundo, tanto para com as grandes, quanto para com as pequenas coisas. Ao ler a vida dos outros, eu observo, por uma frestinha da porta deles, como a vida acontece do outro lado. Leio sobre vidas muito mais complicadas que a minha e é então que vejo como a minha vida é fácil e simples, mesmo sendo tão intensa.
Tenho lido sobre histórias lindas de amor, intensas e trágicas. Sobre pessoas que conseguem, a cada dia, dar a volta por cima.
Tem gente que nasce assim, sentindo tudo demais. Cada sentimento consegue se tornar tão infinito, tão forte, tão intenso e quem não é assim não entende. No meu círculo de pessoas não há muita gente assim, são pessoas que me amam, mas que não conseguem me entender muito bem, não sabem se eu sou depressiva ou complicada demais ou dou muita atenção a coisas que, para elas, são insignificantes. Então, quando encontro alguém de alma sensível, ligo-me, imediatamente, àquela pessoa, faço conecção de alma. São poucas e tão necessárias essas pessoas em minha vida, elas me lembram que eu não estou sozinha no mundo dos de pouca sensibilidade, elas me lembram que não sou uma pessoa anormal, apenas diferente. E diferença é algo bom, é saudável.
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