sábado, 2 de abril de 2011

6 de março de 2011

Hoje, na livraria, até fui abordada por alguém suficientemente interessante e agradável. Tive vontade de aceitar, despretensiosamente, seu convite para conversar sobre o Cisne Negro e pra conhecer melhor a pessoa agradável e simpática que aparento ser para ele. Mas não quero abrir mão do que sinto por você ainda, sobra sempre aquele fio de esperança como a arraia que se enrolou em mim quando eu tinha sete anos de idade; ela era apenas um fio imperceptível no mar, mas se envolveu em mim e, de repente, era uma bolsa enorme de ar. A minha esperança é um fiozinho imperceptível que, às vezes, incha como uma bolsa de ar.

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