sábado, 2 de abril de 2011

Desabafo do dia 28 de fevereiro de 2011

Meu estômago sente essa acidez que o corrói, assim como o meu coração. O que mais me entristece é lembrar que eu vivia tão bem com a minha solidão. Eu era tão de cheia de mim, fazia questão de deixar bem claro para as pessoas que passavam pela minha vida que elas estavam só de passagem, que nem adiantavam as cobranças e, muitas vezes, fiz questão de vê-las uma única vez na minha vida e nunca mais. "Olha, querido, você é meu dia 1 de janeiro de 2010, aproveitemos esse único dia em que nos veremos na vida. Beijos". "Você quer exclusividade de mim, sendo que o que nós temos é apenas essa relação fake, o ficar? Nunca terá", eu dizia a eles. Eu até gostava de algumas pessoas, pra ter o coração, de qualquer maneira idiota, preenchido. Mas quando eles começavam a gostar de mim em troca, acabava todo o meu sentimento e eu ia embora correndo. Eu adorava as minhas relações platônicas, eu fingia que gostava de alguém qualquer, só pra fingir pro meu coração que havia alguém para ocupá-lo e eu criava um personagem perfeito para aquela pessoa, criava uma relação linda que só existia na minha cabeça. Sem aproximações, eu aqui, ele lá. Eu gritava aos quatro ventos que não precisava de nenhum homem para me sentir bem, completa e feliz porque eu já era essas 3 coisas sem a presença de nenhum deles, não fazia sentido me envolver com alguém.

Então você chegou e aconteceu o contrário. Você me roubou a solidão e não me ofereceu verdadeiramente companhia. Você foi a minha Renata. E agora eu sou uma daquelas pessoas idiotas que imploram a sua atenção. Idiota e ridiculamente. Você ganhou o prêmio. Conseguiu me fazer apaixonar por você, mas esse sentimento não te interessa e agora eu não sei o que fazer com ele. Uma hora, eventualmente, eu espero que acabe e que não demore muito porque tem me consumido de uma maneira que não é nada saudável.

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