segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sobre o meu reencontro com a solidão

Decidi abraçar minha solidão, não como uma entrega triste a um destino irremediável, mas como uma maneira de encarar a realidade sentindo paz. Se é assim que está sendo, então não vou lutar contra. Aceitar o que me acontece, aceitar o que sou.

E minha solidão não significa ausência de pessoas, sou cheia de bons amigos e tenho uma família maravilhosa que me apoia em tudo e sempre. Minha solidão é, antes, falta da pessoa. Mas existe o tempo que ameniza as saudades e os sentimentos fortes e latentes dentro de nós. Sobra também um sentimento de fracasso quando olho para o encontro de duas almas que se gostam e se encaixam e se complementam e, mesmo assim, mesmo depois de tanto esforço, restou apenas o desencaixe, a confusão, o desentendimento e a distância.

Olho para o horizonte, não consigo enxergar o que está lá na frente, mas há uma certeza dentro de mim de que coisas lindas e grandes e intensas e verdadeiras me esperam, independente do que e de quem estará lá. Eu, então, aceito que este é o curso, o caminho do rio da minha vida. A gente vai se esbarrando em pessoas que nos arrancam nossos melhores sorrisos e nosso maior sentimento de amor e a gente quer que isso continue e a gente tem mania de querer eternizar tudo e a gente quer que aquela pessoa fique pra sempre e a gente quer que aquela felicidade que habita no simples fato de se estar próxima àquela pessoa dure para sempre, mas não é assim que funciona. Sendo assim, só me resta agradecer à vida por ter me dado este presente que durou 5 meses e 2 significativos dias de minha vida.

Agora continuo seguindo meu caminho e a hora é de abraçar a solidão, até porque, momentaneamente, não sinto vontade de preecher o espaço que sobrou na minha cama e no meu coração com outra pessoa, só com a solidão. Como cantou a Marjorie Estiano, “vivo bem com a solidão”.

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