quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Uma carta que nunca conhecerá seu destinatário

"Your so sweet it makes me cry" é o que Jonathan Rice canta nos meus fones de ouvido, são 01:03 da madrugada, a casa está silenciosa e vazia de movimentos, sua foto está aberta no meu computador e eu olho pra ela enquanto escrevo, é como se você me olhasse e eu fico com vergonha, não consigo manter os olhos nos seus por muito tempo, há um sorriso cheio de paz nos meus lábios, lembro-me da Felicity e do Ben. Confesso que me deu um medo de estar sendo uma pessoa louca e obsessiva por estar nessa situação um tanto quanto patética. Mas essa sou eu mesma. Tento mudar a música, mas não consigo. Agora tudo no meu dia-a-dia me lembra você muito mais porque você entrou no meu território. Faz sentido essa situação em que me encontro? Ou não tem pé nem cabeça? Eu não quero que nada se apresse, nem que diminua o ritmo, eu quero que seja o que está sendo e o que tem que ser, mas eu só não quero ver o que não existe. Eu posso até reclamar bastante internamente, mas eu estou feliz, feliz assim-desse-jeito. Nós caminhamos a passos tão curtos e eu gosto. Nós estamos mesmo caminhando, não?

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