quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pensamentos soltos entre dálmatas e café com leite

Minha caneca amarela dos dálmatas, que tenho desde mil novecentos e antigamente. Leite quentinho com café, meu predileto. Uma golada grande e lenta. Fecho os olhos. Sento-me no sofá, melhor, encolho-me nele. Ouço Kate Perry, acho adolescente, mas gosto de variar. E é bom. "Thinking of you" me dá vontade de chorar, só agora. Penso nas aulas da tarde que faltei, no seminário que tinha que apresentar, no francês e lembro-me, por relapso, que ainda estamos em outubro. Choro. E penso no Ted, as always. E acho brega e adolescente dar esse apelido pro Ted. Mas isso é coisa minha e when it cames to me, eu posso everything, ok? E eu me lembro do azeite e me dá uma vontade crazy de chorar, o azeite derramando na minha maçã, a salada dentro do carro, o carro sujo, a solidão do almoço. Foi principalmente por isso que eu saí correndo dali e vim pra casa e dormi boa parte da tarde e não estudei psicologia e nem comecei a estudar pro grande concurso of my life e são tantas coisas por fazer. Então dou uma última golada e coloco Elis e Tom para tocar: "É, só eu sei quanto amor eu guardei". E essa semana não está sendo particularmente a minha semana e eu estou somatizando toda essa preocupação, estou toda perebada. Os dias se passam arrastados e me arrastando, está sendo desconfortável, pra falar a verdade. O meu alívio é que novembro está chegando e novembros são tão doce novembro, espero que esse seja também. Ah, preciso tanto de um refresco, na mente sabe?

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