A chuva, de novo ela. A solidão, minha amiga de longas datas. A falta, um sentimento antigo. A música agridoce que o Léo, beu abor, me mandou. Abaixo o volume da música para ouvir o barulho da chuva. Talvez, quem sabe, ela não queira me dizer algo. A janela ficou embaçada, olhei através dela, através do embaçado lá pra fora, mas daqui não posso ver nada. Imaginei que se não for seguir minha intuição, seguirei o quê? Ela é o que eu tenho. E ela pode estar errada, mas quero saber que fiz o que acreditava que deveria. Vai chuva, chove mais, aqui em mim, aqui dentro da minha alma cansada dessa aridez. Então ele, a minha chuva, resolve chover nesse deserto e eu não quero ficar me perguntando quanto tempo a chuva vai durar ou se ela choverá todos os dias pra saber se eu fico feliz por ela ter colaborado para a extinção, mesmo que momentânea, da sequidão da minha alma. Há muito estou cansada de me preocupar com o que pode vir a ser. Lembrei do Ted, muitas vezes ele deixou a Cris "na mão", sem uma carta ou um telefonema. Mas tudo tem o seu tempo. E eu quero enjoy the exact moment. Now I'm happy e é isso o que me importa, sinceramente. Ufa! Agora eu consegui me entender.
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