Ela era só uma menina perdida e cheia de bagunça na alma. Ele era o homem de ferro. Eles se encontraram numa dessas brincadeiras irônicas do senhor destino e, desde então, nunca mais conseguiram ir embora um do outro. O que eles têm não tem nome, não tem definição, não tem rótulo, não tem peso, não tem obrigação, não segue as normas básicas da vida de quem se apaixona, namora, noiva, casa e tem filhos. O que eles têm é muito maior que isso, é tão maior que não se encaixa nesse ciclo cotidiano da vida. O que eles têm foi inventado por eles mesmos. Por isso, quando alguém pergunta, não se sabe explicar, ninguém entende, só eles. Quando a vida é tão bondosa com duas pessoas e planeja um encontro tão avassalador de duas almas tão conectáveis assim como a deles o que se tem a fazer é entrar no rio e deixar a correnteza levar. Não há distância, não há tempo, não há padronização, não há. É um amor inventado.
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