sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os meus encontros

É fim de tarde de uma sexta-feira corriqueira, há um sentimento diferente pairando no ar, sento-me com a Dona Distância para o chá da tarde e a pergunto quantas vezes mais precisarei cumprir essa minha obrigação social com ela. Não há respostas, fica subentendido um pra sempre; eu me calo, então.
Há tempos não encontro o sr. Desespero, acho que nossa amizade acabou-se de vez. Fico feliz. Isso deve ser um trabalho da sra. Maturidade. Não somos tão íntimas, mas tenho um contrato com ela, nossa relação é estritamente profissional.
Vezenquando, em alguns momentos do meu dia, quem me visita é minha querida amiga Felicidade, ela é leve e sempre chega com a dona Lembrança e a dona Memória, as duas me levam para um passeio até a casa do sr. Sonho, lá fazemos planos e projetos para o meu futuro, é tudo muito lindo. Então, quando estou voltando pra casa, encontro a dona Saudade, que me faz companhia durante o caminho, sorrimos e choramos juntas com um olhar meio perdido em direção ao horizonte.
Tenho andado com o coração na mão, segurando-o com todo o cuidado do mundo, com medo de quebrá-lo. Ando em passos pequenos e lentos e cuidadosos. Ando. Prossigo. Sigo.
Espero que a dona Distância tire umas férias grandes, é que ando te querendo tanto e com tanta intensidade. Seria bom você aqui.

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