Frágil, exaurível, esgotável; a vida às vezes me assusta. Fico tão imersa no meu mundinho rotineiro que, às vezes, esqueço o essencial: as pessoas. A gente passa a vida correndo, produzindo, fazendo, apressados atrás de alguma coisa que nunca vai ter fim, inquietos. Isso é correr atrás do vento, como concluiu Salomão. Esquecemos os pequenos detalhes que fazem toda a diferença na vida: um olhar mais atento, um abraço mais demorado, uma palavra de carinho, um derramar de coração, um deixar-se frágil diante do outro.
Hoje acordei com a notícia do fim de uma vida e eu não sei lidar com o fim da vida de alguém. Hoje filhos perderam uma mãe, uma mãe perdeu uma filha, netos perderam uma avó; mas o mundo continua rodando, girando, correndo; o mundo não parou para sentir a dor dessas pessoas.
Que as nossas atividades rotineiras não dos deixem tão imersos a ponto de não nos permitir passarmos mais tempo com quem amamos, dedicarmos mais atenção e carinho a essas pessoas porque a vida é frágil e pode, simplesmente, acabar.
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