Eu perdi aquele za za zu. Estava ali em minhas mãos e, de repente, foi-se esvaindo por entre os meus dedos. Eu aceito, resignada, esta perda. É isto o que a vida tem para me dar agora. Então tá bom, quer dizer, não tá bom não, mas eu aceito. Não há mais palavras a serem ditas, não há mais atitudes a serem tomadas, não há mais nada. Acabou. Fica aquele frio doído dentro de mim, frio na alma, que cobertor nenhum é capaz de aquecer, e uma revirada no estômago e uma vontade enorme de me encolher num canto qualquer e não ser notada por mais ninguém, ser ali esquecida...
Então, ao fim de tudo isso, eu me pergunto se ainda existe o milagre da ressurreição. Não sabendo responder a minha pergunta, junto tudo o que sinto, engulo e vou andando, com esperança de ainda encontrar o za za zu. Eu gosto tanto do za za zu.
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