Você está ali em meio a uma “balada” no seu próprio condomínio. Você só queria se distrair e ser leve e biritar um pouquinho com um amigo chegado. De repente a cantora vem te dar boas vindas no meio do show e vem te elogiar e vem te chamar pra dançar no centro do “palco” e seu amigo te diz que todo mundo te deseja e que todas as garotas te invejam e as garotas vêm te elogiar. E você só está com vergonha porque ter pernas grossas com gorduras reduzidas não é nenhuma vantagem e você queria gritar pra todo mundo que o que vale é o coração, mas que o seu, hoje, está chorando porque todo mundo te quer, menos aquele que é o seu maior desejado. E você até tenta se interessar por outras pessoas, tem um de camisa rosa claro e você acha o máximo homens de camisa rosa, mas o seu amigo te protege de carinhas que nunca valerão à pena e você não se arrepende porque você percebe que, nas atuais circunstâncias, nunca conseguiria “pegar”alguém como antes era algo tão simples e rotineiro. Você vai a uma balada pra se sentir mais leve e sai de lá pesada por não conseguir ser leve como todas aquelas pessoas aparentam ser, por não achar mais normal sair pegando todo mundo. Porque todo mundo te quer, mas você não quer mais ninguém. Você se sente até uma aberração e comenta com seu amigo e ele sente ciúmes desse que é a personificação do seu desejo eterno. Todo mundo sente ciúme dele. E ele nem se importa com nada, pelo contrário, vive o mundo dele como se você nem existisse. E você, que começou o seu dia tão bem, chora e chora e chora.
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