sexta-feira, 27 de maio de 2011

Quando abro meu coração é isso que sai de dentro dele

Acho esse mundo um puta lugar estranho e nós somos todos loucos, cheios de esconderijos pros nossos sentimentos verdadeiros, como se o pré requisito de viver fosse não demonstrar e nem assumir nada do que se sente, pelo contrário. Não é louco isso?
Hoje eu quero me assumir, inteira, exatamente o que sou. Eu sou uma pessoa carente que vive a procurar o amor, aquele bonito e arrebatador; eu quero ser amada, quero uma relação cheia de intensidade porque todas as vezes em que vivi sem ela, achei a vida o cúmulo do sem graça.
Eu enxergo significâncias naquilo que é, aparentemente, insignificante, tipo uma janela que me mostra um horizonte ensolarado com aguinhas malemolentes do lago Paranoá. Olho através de uma janela desse tipo e a vida passa a fazer o maior sentido. Ou uma sentada num café para comer uma tapioca com manteiga e queijinho (quer sentido melhor de viver do que este?).
Não é no grande, mas sim no pequeno e no simples onde habitam os meus maiores motivos de felicidade. Claro que, vezenquando, a gente quer mesmo as coisas suntuosas e grandes. Mas meus melhores momentos acontecem na singeleza de trocas de olhares e barbas por fazer raspando no meu pescoço e gemidinhos fungantes nos meus ouvidos e beijinhos no pé. É quando eu constato que eu, realmente, não queria estar em nenhum outro lugar, senão exatamente ali e que a vida não poderia, mesmo, ser melhor que aquilo.
E é aí onde, talvez, possa morar o perigo, mas como, meu Deus, eu vou querer outros braços e outros olhares e outra barba se é exatamente essa que me satisfaz plenamente. Então que me desculpem a modernidade, o poliamor, a poligamia, a pegação; mas o que eu quero mesmo é o amor romântico e a monogamia, nesse estilo bem retrô mesmo.

Nenhum comentário: