sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Um drama sem razão de ser

De vez em quando a vida faz um pouco de cócegas no coração da gente, mas só de vez em quando. Esbarrei, num dia qualquer, com alguém que conseguiu dar uma sacudida no meu coração. Não foi nada de mais, não foi nada grande, muito menos concreto, mas eu senti uma emoção diferente. Daquelas pessoas que tocam a gente. Vale destacar que em tempos em que o coração não sente nada, uma pitadinha de emoção já é algo grandioso. 
Pra mim, todo mundo andava desinteressante e pra ele também. Mas nos interessamos mutuamente, mesmo sem saber porquê, só sabíamos que era consenso. Não vou te deixar no meio da rua, Renata. Agora você já pode dizer que comeu Pizza Guanabara. Esta é a pizza mais famosa da cidade. Eu gostei de você. Eu também gostei de você. Estou com sono, vou embora. Ligue pra mim. Não dá, vou ao Uruguai amanhã e você vai embora. Ligue assim mesmo, a gente pega um avião e se encontra. Aqui, este é o meu número. Você tem facebook? Tenho, mas não consigo mexer com o celular agora, estou tonta. Então virei as costas e fui embora, andando em direção ao hotel, que eu já nem sabia onde ficava depois de tantas doses de caipiroskas e ices. Renata, ele chamou. Eu não virei. Ele só precisava dizer que me ligaria, ele não disse.
Depois desejei que ele me ligasse.

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