domingo, 4 de setembro de 2011

Comendo, comendo e comendo ou The end of an era


Decidi fazer a Elizabeth Gilbert em “Comer, rezar e amar”, tirando a parte do rezar e amar e vim a São Paulo passar uns dias distante da minha rotina e sozinha. Gosto de provar a minha independência a mim mesma. Peguei dicas com os amigos e fiz um roteiro de viagem. Acabei encontrando pessoas conhecidas por aqui, mas estou só em uma cidade que não conheço.
Tenho comido muito. Acho que, ao conhecer uma cidade nova, a culinária é essencial! Hoje fui ao Oscar Café porque me disseram que o pão de queijo de lá era o melhor do mundo. Claro que pensei que fosse exagero, mas decidi ir lá conferir. Acabei pedindo um prato de almoço e nem dei muita importância ao pão de queijo, entretanto, por desencargo de consciência, pedi um para viagem. Andei pela cidade, fiz compras, tomei cafés, derramei café no taxi (e o taxista quase me bateu e eu quase chorei – porque não sei brigar, só sei chorar quando me ofendem) e somente quando cheguei ao hotel decidi experimentar meu pão de queijo frio e era o melhor do mundo mesmo, até acabei decidindo voltar ao café à noite para experimentá-lo quentinho e com café!
Ando pelas ruas desconhecidas e sou também uma desconhecida. Respiro fundo, observo cada mínimo detalhe como que querendo guardar dentro de mim as coisas que vejo, como que querendo desvendar os mistérios escondidos atrás dos pequenos detalhes. Pessoas sorrindo, pessoas correndo, pessoas preocupadas, cachorros, árvores, restaurantes. Há tanta vida acontecendo, há tanta gente no mundo. Estou na fase de me preparar para as próximas surpresas da vida pra mim, porque sempre a vida está me surpreendendo, me mostrando novos caminhos, novas escolhas. E eu decidi fechar, de vez, a porta do caminho que estava seguindo, decidi que é hora de novos caminhos, escolhi a felicidade, a leveza, escolhi a vida que eu mereço. E tenho sido feliz, sabe? E nada aconteceu, nada mudou por fora, mudou aqui dentro, o meu jeito de ver o mundo, de percebê-lo. Agora, quando a tristeza vem, eu a mando embora, eu tomo um café quente para espantá-la. E viver está tão gostoso, tão agradável! A vida está se colorindo aos poucos, a vida está girando e novas coisas estão surgindo. É bom assim.  

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