Eu quis fechar a minha janela da alma, até cheguei a trancar a porta dela e fui embora. Tola, pensei que, talvez, pudesse conseguir ser outra coisa que não isso o que sou. Peguei um jeito de ser emprestado de outra pessoa, perguntei como funcionava e vesti aquelas roupas alheias em mim. Ficou tudo tão fake, tão inventado, tão irreal. Era cansaço, era estafa, era vontade de não acreditar mais.
Entretanto, não suportei a falta de um coração batendo no peito, não aguentei levar uma vida sem achar tudo mágico e belo e bonito, mesmo a tristeza. Fiquei em dúvida se tirava aquelas roupas, que também eram bonitas, mas que não combinavam comigo. Estava com saudades de me ser, me deu tanta saudade de mim.
E foi em meio a um turbilhão de incertezas que ouvi uma frase que fez todo o sentido e que tocou meu coração profundamente: "Renata, o mundo não precisa de uma cópia de outra pessoa, o mundo precisa de uma Renata. É assim, desse seu jeito, que todo mundo te ama. Volte a ser você".
Então, em meio a um café e uma conversa totalmente esclarecedora, eu percebi o quanto é bobo tentar fugir de si mesmo, o quanto é em vão.
Dito isso, reabro a minha janela da alma, com minhas grandes e pequenas emoções, com minha transparência, com minha ânsia por dizer tudo-o-que-penso-e-sinto-neste-exato-momento-agora, com choros, com sorrisos, com pétalas de rosas brancas e com espinhos também. Seja bem vinda de volta, Renata!
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