Não sou e acredito que nunca serei uma pessoa estável, que reage tranquilamente à vida, às emoções. Sou um turbilhão, um vulcão em erupção. Contudo, estou feliz porque tenho aprendido a enfrentar minha montanha russa emocional, não tenho medo dela, enfrento-a, sinto-a.
A gente vai aprendendo que não é porque, de repente, uma forte insegurança se apoderou de nós que vamos parar a vida e espernear, a gente vai aprendendo que, quando isso acontece, a gente deve olhar pra insegurança e falar: "olha só, querida, não estou querendo ser uma péssima anfitriã, mas agora tenho que estudar, trabalhar, treinar musculação, fazer minhas unhas no salão, fazer minha aula de ballet, ir à aula de espanhol e olha que sou apenas uma pessoa, então, sinta-se à vontade, mas não vou parar minha vida pra fazer sala pra você, vou continuar minha rotina". Acontece que uma hora a dona insegurança resolve ir embora porque você não dá atenção a ela.
Parar a vida pra espernear e chorar até que tudo se resolva (ou nada se resolva) é coisa de gente mimada e eu estou descobrindo, somente agora, os prejuízos desse status.
E assim vou vivendo, aprendendo quem sou eu e como posso reagir positivamente a uma característica pessoal minha. Acho que o nome disso é amadurecer, mas confesso não gostar muito dessa palavra, mesmo que, uma hora, ela, simplesmente, chegue à sua vida. E fica for good.
Nenhum comentário:
Postar um comentário