sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sobre dias estranhos

Dias estranhos. Sono, muito sono. Passo mais tempo dormindo que acordada. Sonhos estranhos sobre maquiagens fracas e eu correndo pra conseguir passar um blush mais forte, tentativas fracassadas. Acordo, agoniada por não conseguir. Estou de férias, finalmente. Minha irmã e essa angústia que ela gera em mim, eu só confiei a ela um simples papel e ela o sumiu, assim como as outras 55 chaves de casa, agora temos que ficar dividindo uma chave só. Ela estragou minha sandália predileta dos últimos tempos, eu quebrei o perfume dela, ela estragou minha máquina, meus brincos. Eu me sinto tão egoísta por gostar de ficar em casa sozinha, ouvindo The weepies, com as janelas abertas pra ver se entra um ar que cure essa minha falta dele (do ar). Minha mãe acabou de me ligar, triste. Desculpa, mãe. Eu também fico triste e finjo que nada está acontecendo. Meu pai, tão, tão estranho. Isso também me deixa triste. Dias estranhos. Me empresta sua blusa, amiga. Estranho. Macarrão estranho. Aliás, eu odeio macarrão. Um bolo inteiro em três dias, acho, talvez quatro. Estranho. Não venci meu medo, faltei a avaliação de corporeidade. Estranho. Medo. Concursos. Verdade X mentira? Conflitos. Medo. Eu não quero ser a idiota da história, como sempre. Será que algum dia eu vou ter certeza absoluta do que eu quero para a minha vida?

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